quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Today was a super nice day.

Não tinha aulas, fui ao city center com a Rose. Ela também escreveu um post sobre o dia de hoje - finalmente conheço alguém que adora blogging como eu. Ahahah. É como eu digo: em Amesterdão encontras sempre alguém com gostos iguaizinhos aos teus, e com os quais os teus amigos gozam :P o post dela está em holandês (ela é da Bélgica), mas geralmente o google traduz automaticamente. A tradução é uma porcaria, obviamente, mas bom, dá para perceber a ideia geral...

Fomos a um museu qualquer, era entrada livre, não me lembro do nome... (já sei qual era. Era o museu da cidade, e tinha uma parte que era os "old archives" de Amesterdão, fotografias, registos, etc.). Não era nada de muito interessante, excepto um filme que estavam a passar, sobre Amesterdão nos anos 50 e 60... claro que eu adoro tudo o que é retro, por isso adorei essa parte. O que me fez novamente lembrar que tenho que escrever um texto sobre a história de Amesterdão - o básico. Mas é preciso tempo e paciência para pesquisar... e paciência é coisa que não me tem assistido, eheheh.

Depois fomos almoçar, a uma coffeshop (espero que os meus pais não leiam isto, lol), entrámos em lojas só porque achávamos giras, conversámos, rimos, passeámos... até começar a chover. Pronto. Foi quando nos apercebemos de que 4 ou 5 horas em Amesterdão sem chover era bom demais para ser verdade...

Algumas fotos de hoje:


















E já agora, o tão falado, o tão esperado, ansiado e imaginado... ESPELHO DE CORPO INTEIRO - agora pintadinho de roxo/mangenta. :D



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Da faculdade, das aulas, do estudo...

"Joder!", "joder!", "joder!", diz a Alicia (espanhola), vezes e vezes sem conta às 3ªs e 5ªs de manhã, enquanto tentamos encontrar a sala onde temos aula de "Stress&Health". E eu só me rio, porque tem piada. A sério que tem.

É que vocês não estão a ver bem o filme. Para já, a universidade é tão grande que:
  • ocupa umas 3 paragens de tram/eléctrico
  • tem placas com direcções lá dentro
  • tem uns 20 edifícios
  • os próprios professores/funcionários desconhecem a maior parte do espaço
  • há uma "ala" para cada letra do abcedário, combinadas com o andar, e também posição geográfica (norte, sul, este, oeste, mas entretanto isto em holandês, que é o mesmo que chinês para mim), nome diminutivo do edifício, e nome da rua, o que faz combinações qualquer coisa como: BV AG-03E68. E encontrar esta sala?? E as aulas que mudam de sala de semana para semana, de dia para dia até? NUNCA é a mesma porra de sala...
A sério, it's crazy. No primeiro dia de aulas, fui meia-hora mais cedo para encontrar a sala, mas mesmo assim cheguei meia-hora atrasada (o que prefez um total de 60 minutos à procura de uma sala). Indo já na 3ª semana e 9ª ou 10ª aula, a procura pela sala continua a ser uma luta constante, mesmo chegando 45 minutos mais cedo. Eu posso afirmar veemente que neste tempo todo ainda não cheguei a horas a uma sala de aula, nem me sentei onde queria sem ter de incomodar as outras pessoas e nem assisti ainda a um único início de aula que fosse. Ah, e chego sempre à sala de aula cheia de calor e a suar porque andei a correr à procura da sala, numa tentativa de chegar a horas. Como sou super friorenta e isto (13ºC) para mim é, de facto, frio, e dentro dos edifícios tem aquecimento (parece Verão lá dentro, até se poe andar de top e calções), é só ver-me a tirar casaco grande, casaco de malha, e camisola. A minha mesa fica a parecer uma feira e tenho sérios hotflashes.

Hoje mesmo, tinha a indicação de uma sala onde iria ser a aula, que era noutro edifício, 2 paragens de tram (para aí) à frente. Fui até lá, cheguei a horas (!!!) mas não era a sala certa. Tive de voltar tudo para trás. E na 2ª aula, mudaram de sala assim do nada e nem sequer avisaram, lá tivemos de andar outra vez à procura... ai valha-me deus! A stôra de "Stress&Health" não controla, não quer saber; mas a de Antropologia já sabe quem eu e a Rita somos. Olha para nós de uma forma, quando chegamos nem que seja "só" 10 minutos atrasadas... É que aqui não é nada como em Portugal, desenganem-se. Se a aula é às 11h, é às 11h, não às 11h15 xD

Mas agora a sério. Se tive facilidade em adaptar-me ao país, e ao novo modo de vida, estou a ter algumas dificuldades em adaptar-me ao método de ensino. O grau de exigência é bem maior. Temos poucas aulas por semana (eu só tenho umas 5 horas de aulas na semana toda, que muitas vezes é o que tenho num só dia em Lisboa), mas o que se dá numa aula aqui, dá-se numa ou duas semanas em Lisboa. Já para não falar que eles aqui não têm um semestre inteiro, têm um semestre dividido em 3 períodos; o que faz com que o 1º período dure um mês e meio, pouco mais (de meados de Setembro a fim de Outubro) e o exame seja no final de Outubro; o que faz com que tenhamos de começar a trabalhar desde o dia 1 se queremos acompanhar minimamente. As coisas para ler são mais que muitas (tipo 3 capítulos para 2ª feira e outros 3 para 3ª f, o que faz 6 capítulos em 2 dias, mas cada capítulo tem 30 páginas, agora é fazer as contas), e o método de ensino é baseado na auto-aprendizagem. Só vamos às aulas para recebermos orientações muitooo gerais, de resto, e se queremos passar, é bom que haja self-study em casa - no meu caso, nunca em casa, que não consigo concentrar-me em casa, tenho sempre de ir para um café, jardim, qualquer coisa assim...

 Mas esse nem é o maior problema. O problema é o grau de exigência ser maior, estando onde estou e a viver o que estou a viver. Há tantas distracções, que muitas vezes me esqueço que a prioridade de ter vindo para aqui foi a de estudar. Em Portugal eu sou "boa aluna", não que tire as melhores notas, mas aplico-me, esforço-me, estudo... Faço os trabalhos, faço o que me compete, estou sempre em cima do acontecimento. Aqui, não. Nunca sei quando tenho reuniões de grupos de trabalho, nunca sei o que era suposto ter já lido para discutir nessa reunião. Os meus colegas sabem sempre tudo, e eu à nora.

Ah, essa é outra. A minha aula de Antropologia é uma aula de pré-mestrado (algo que eles têm aqui mas que não há em Portugal, que é tipo um ano que se faz numa determinada área, antes do mestrado, e depois da licenciatura. qualquer coisa in-between). E às 6ªs feiras temos uma reunião de grupo de trabalho, mas sem a stôra, é só mesmo para nos encontrarmos. Claro que se fosse em Portugal ninguém ía, "a professora não está, não sabe", mas eles vão mesmo, por isso eu também vou, senão sentia-me mal xD Eles são todos de países nórdicos e regrados e disciplinados (Alemanha, Holanda...). Ou seja, eles são todos muito certinhos. Eles chegam a horas. A latina/tuga nº 1 (eu) chega atrasada; a outra latina/tuga nº 2 (Rita) nem vai - nada contra. A latina nº1 tem o rascunho do primeiro trabalho escrito à mão porque o escreveu na noite anterior e não teve tempo de imprimir. Os nórdicos têm tudo impresso, direitinho, times new roman tamanho 11, 1.5 espaçamento entre linhas, texto justificado, 3 cópias para fazerem alterações. A latina nº 1 (eu) diz que podemos escrever no relatório (que temos de enviar à stôra no fim de cada reunião a dizer o que fizemos) que a latina nº 2 (Rita), estava presente, assim em jeito de solidariedade entre colegas. Mas que ultraje!! Se ela não foi, não foi, ponto, sinceridade para com a professora, que nem lá estava. O choque cultural! Mas é giro... cresce-se imenso com estas pequenas diferenças.

Depois detesto que façam o trabalho por mim, por isso digo "eu faço, eu faço", escrevo num papel, chego a casa, ponho o papel em cima do pc para não me esquecer, mas acabo por me esquecer sempre, porque algo de melhor sempre acontece lá fora.

Tenho mesmo de me começar a regrar, fixar 2 ou 3 horas por dia para estudar/trabalhar, que isto assim não está com nada, sempre à toa... com isto tudo já tenho metade de um livro e uns 5 artigos em atraso para ler :(

Com isto me despeço, vou desligar a internet e fazer aquele teste online (blackboard) cuja data limite de entrega é esta noite - entretanto claro que tive 2 semanas para fazê-lo (é grandeeee!), mas claro que deixei para a última da hora. (nada meu. só aqui).

domingo, 18 de setembro de 2011

Segundas Oportunidades / Fotos.

Nunca tive aquele pensamento de "seguir os instintos", em relação a pessoas. Quer isto dizer que, mesmo quando tenho uma má (péssima) primeira impressão acerca de alguém, não me fecho perante essa pessoa sem dar oportunidade de a conhecer melhor. Quer dizer, a pessoa naquele dia e naquela hora específica podia estar mal-disposta, ou podia ter acontecido algo mesmo mau, ou podia estar triste. Esse momento não define, de todo, o que a pessoa é na sua totalidade.E, afinal, o mesmo pode acontecer com todos nós. Todos temos momentos em que estamos mal-dispostos, o dia tinha corrido mal, ou estávamos tristes.

Por isso, gosto sempre de fazer um esforço para conhecer melhor a pessoa, mesmo que a tenha detestado quando a conheci pela primeira vez.

Tive dois exemplos vivos disso aqui em Amesterdão, nestas semanas. O primeiro foi um chinês que conheci aqui. Ao início, ele pareceu super estranho. Mas ridiculamente estranho. Nós até fazíamos piadas com ele e tudo (todos achávamos piada e gozávamos com ele, mas num bom sentido). Mas quando o conheci melhor, apercebi-me do quão interessante ele é. É que dá prazer falar com ele. Mesmo. (e é tão raro encontrar pessoas que conseguimos ouvir falar durante horas sem nos cansarmos nem achar uma seca, queremos ouvir sempre mais).

Outro exemplo foi o N., alemão. Conheci-o numa noite em que estava bêbado. Tinha uma forma de estar muito... bêbada! Nada contra bebedeiras, de vez em quando também as apanho. Mas, pronto, não é o momento ideal para conhecer alguém. Mesmo assim, depois de o conhecer melhor, comecei a gostar muito dele. Vi que, mesmo bêbado, ou tipsy, ele conseguia manter uma conversa sensata e com sentido, ainda que de circunstância. Nessa noite combinámos que ele me ía ensinar a andar de bicicleta, mas eu achei mesmo que ele se ía esquecer... mas ele não se esqueceu. Na manhã seguinte, às 12h em ponto, lá estava ele, para me ensinar. Foi impecável. Primeiro ensinou-me a cair (essa parte foi a mais engraçada, eu só me ria). Mas é que ele insistiu mesmo para que eu caísse. E eu tinha umas calças cremes, e ele a fazer-me cair na relva com lama, e ele a cair também. A sério, foi o rir. Mais tarde, a técnica de cair revelou-se útil. No mesmo dia mais tarde, desequilibrei-me para uma árvore mas graças à técnica de cair que ele me tinha ensinado, não bati com as fuças no tronco da árvore.

Depois andou a correr atrás de mim, a agarrar na bicicleta, até eu aprender a andar sem ninguém me segurar. Nisto tudo ele estava a correr, começou a suar, era visível que estava cansado, mas não desistiu. Não desistiu de mim. Foi paciente. Foi super querido comigo, todo o tempo. Ok, agora vocês dizem "ah e tal, isso é porque te quer... enfim", e até pode ser, porque no fim desse dia ele começou a dar sugestões de me dar massagens nas pernas porque eu disse que me estavam a doer as pernas, mas eu cortei a conversa por aí indirectamente, porque não estava de todo interessada nele, dessa forma, e mesmo assim ele continuou a ser querido comigo, percebendo a mensagem.

Mas como ía dizendo, acabámos por passar todo esse dia juntos, mais uns amigos, mas eu mais com ele, pois estava fascinada, e acabei por perceber que ele conseguia manter mais do que uma conversa de cinrcunstância... Ele conseguia manter uma conversa INTERESSANTE! Nunca mais o vou esquecer e quero, definitivamente, manter o contacto com ele (apesar de não ser daquelas relações em que o vejo todos os dias, como outras pessoas com quem me dou mais frequentemente, tipo grupo de amigos).

E, finalmente, uma das minhas vizinhas. É holandesa, vive cá há 6 anos, e sempre a achei um bocado "nariz-empinado". Como está cá há mais tempo que nós (os restantes do piso) acha que sabe tudo e, pior, acha que tem a decisão final sobre tudo. Nós temos "direito" a um fundo monetário comum que nos é dado pela DUWO, empresa que arrenda os quartos, para comprarmos coisas para os espaços comuns, como o corredor e a cozinha, nomeadamente produtos de limpeza ou coisas que não funcionem e precisem de reparação, esse tipo de coisas. E ela está responsável por esse dinheiro porque é a que cá está há mais anos. O nosso microondas não funciona - mas é que não funciona mesmo - e nós já falámos sobre isso com ela, mas ela discorda e bate o pé que não precisamos de um microondas porque este funciona e não precisamos de um novo e "não vai disponibilizar o dinheiro" (como se fosse dela!) para um microondas novo. Resultado, nunca gostei dela! Mas no outro dia encontrámo-nos quase todos na cozinha e eu tive oportunidade de falar mais com ela. Saí da conversa a achar que ela era uma querida, um amor de pessoa! Mesmo... fiquei surpreendida com o quão afinal simpatizei com ela. A ver se, agora, que me dou melhor com ela, introduzo a questão do microondas... ahahahah. Se eu podia ir fazer queixa à DUWO da atitude dela? Claro que podia, e eles dar-nos-iam o dinheiro PELO MENOS para a reparação do microondas, ela que se fosse lixar mais a atitudezinha de "o dinheiro é comum mas está na minha conta e eu é que decido". Mas, c'mon! Eu sou portuguesa. Eu vou sempre pelo caminho do desenrascanço, da "esperteza", do me dar bem com ela e persuadi-la de que o microondas  não funciona. Não gosto de me meter em assuntos legais, prefiro aquecer a comida no fogão, o que é uma chatice xD

Bottom line is: a primeira impressão é sempre a mais forte, sim, e isso está comprovado em Psicologia (e eu já estudei muitooo sobre primeiras impressões). Uma das teorias diz até que é extremamente difícil mudar uma primeira impressão, sobretudo se ela for má. Mas isso é se tivermos uma mente fechada e não pensarmos que, todo o mundo tem dias maus, e aquele primeiro momento em que conhecemos alguém, não define o que a pessoa é. Dar sempre segundas oportunidades, às vezes, terceiras. Claro que, se eu fizer um esforço por conhecer melhor essa pessoa, e ela continuar a ser estúpida comigo, bem, aí já não há "volta a dar". Mas nunca limitar alguém pela primeira impressão, definitvamente, não.

"Uma pessoa fechada jamais abrirá seus horizontes".

E porque as fotos vão ficando "para trás", aqui deixo mais algumas...


 Eu e Morgan. Já agora, e porque este post tem o tema que tem, e porque as segundas oportunidades valem sempre a pena: a Morgan teve uma péssima primeira impressão de mim. Nem me atrevo a dizê-la :O mas depois começámos a dar-nos melhor e hoje, damo-nos muito (mesmo muito) bem. Ela soube dar-me uma 2ª oportunidade de me conhecer melhor... e o que eu gostei mais de tudo nela foi o facto dela ter sido sincera comigo e ter-me dito o que achava de mim ao início, sem papas na língua (!) quando me conheceu, na primeira semana. Pela sinceridade dela e porque sei o que é ter uma primeira má impressão, admiro-a e não levei "a peito" o que ela achava mal de mim (era mesmo muito mau).

 Alicia e Fabio. Dois dos meus melhores amigos aqui (que personagens! lool)

 Eu e Corie

 Eu e Corie again

 (esquerda para direita) Alicia, Fabio, Matt, Morgan, Tom, Eu, e Corie

 (esquerda para direita) Mario, uma rapariga cujo nome não me lembro (!shame on me!), eu, Fabio, Morgan, Tom, Alexander, Evelina e Matt

 (esquerda para a direita) a rapariga cujo nome não me lembro, Mounir, Matt, Morgan, Fabio, Evelina, Eu, Alexander, Mario e Tom








Nós, a atravessar uma passadeira xD (estou a gozar, mas por acaso ficou artística a foto)






(pão congelado e bifes de frango - que eu pensava mesmo que eram filetes de peixe. o que comemos às 2 da manhã. Erasmus Extreme).

sábado, 17 de setembro de 2011

Mais fotos do meu quarto - agora devidamente decorado!











 (aquilo a que eu gosto de chamar de meu "backyard", eheh)








O melhor de tudo isto é que gastei menos de 20 Euros no IKEA. As coisas lá são tão baratas, encontrei almofadas a 1 euro e 30 velas a 2 euros :O

O resto, vou apanhando aqui e ali... os postais, um quadro vermelho que estava abandonado a um canto qualquer na cozinha xD por aí...

Mas o mais IMPORTANTE de tudo... JÁ TENHO ESPELHO DE CORPO INTEIRO!!! (sim, que até agora andava a ver só a minha cara no espelho minúsculo da casa-de-banho, tinha de me pôr em cima da cadeira para me ver "às prestações", ou então via-me no espelho do elevador... ahah). Eu nem ía comprar um, uma amiga ia dar-me um que já não precisava. Mas encontrei o espelho a 6 euros no IKEA também... achei tão barato que pronto. Ainda não o coloquei aqui porque quero pintar as bordas, que são de madeira, sem piada. Depois coloco fotos dele pintado :D

Agora já me sinto mais em casa... é que sempre que entrava no meu quarto era triste, de tão branco que era. Tão branco que até doía!... Afinal esta vai ser a minha casa nos próximos 6 meses (agora, 5), achei de bom senso investir nele... e nem custou muito :) Não está nenhum quarto estilo pós-"Querido Mudei a Casa", mas com os recursos que tenho disponíveis, até acho que nem ficou mau de todo.