sábado, 26 de novembro de 2011

Wonderland x2

I love my life and the beautiful things and people it provides to me.

I wish I could write down every little thing I feel right now...

But its so much, so intense, so overwhelming, it doesn't fit into any possible word in the world.

I never want to leave this WONDERLAND. :)

Dutch - done & done!

Passei!!!

Mas o melhor de tudo não foi simplesmente ter passado... afinal, o certificado é só um pedaço de papel que diz que tenho conhecimentos básicos da língua holandesa (muito básico, mesmo).

O melhor é a aprendizagem que retirei disto. Estou muito mais familiarizada com a língua - já não é estranho, já sei reconhecer, inclusivé algumas palavras; é uma coisa natural para mim e acho mesmo, até, que consigo encontrar-lhe uma certa beleza.

Talvez para o próximo semestre tire o nível seguinte... Mas por enquanto, este curso foi quanto baste. :)

Conhecer, pelo menos!, a sonoridade da língua nativa de um local, e saber reconhecer o que está escrito em publicidades ou em avisos na rua e nos transportes públicos, por exemplo, é meio caminho andado para uma boa adaptação e integração. :)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TATUAGEM!

Sim, ganhei coragem e... fi-la!

De há algum tempo para cá que andava a pensar na ideia... mas não tinha bem a certeza (e tatuagem é daquelas coisas que não se faz mesmo sem ter certeza, ahah), não sabia bem o quê nem onde...

A Vera falou-me do sinal do infinito, isto há uns bons meses atrás, e eu achei boa ideia... para além de ser bonito, para mim é uma representação de toda a vida... é sempre um ciclo como este:

Tem todo um significado filosófico, conceptual, subjectivo, associado.

Decidido o sinal e o local no corpo (na nuca), porque sempre adorei a tatuagem que o Alex tem na nuca a dizer "Protège Moi"; comecei a pensar no assunto, ainda assim, sem certezas.

Achei então que o melhor seria esperar para fazê-la em Amesterdão... Assim como uma espécie de "memória", marcada na minha pele, deste ano maravilhoso que está a ser! Achei que este seria o sítio ideal, apesar de ser obviamente mais caro do que em Lisboa.



(o processo...)

(o molde)


O RESULTADO. :D

À pergunta: "doeu muito?" (o que me perguntam sempre), a resposta é: NÃO! Estava à espera de sentir imensa dor mesmo, daquelas insuportáveis, ainda por cima na nuca, apanha a coluna, é uma zona sensível. Mas afinal - talvez devido às minhas expectativas de dor excruciante - foram só umas picadinhas, completamente suportável (já experimentei dores bem piores, tipo dor de dentes!!), por menos de 10 minutos; estava sentada na cadeira e em menos de nada o tatuador diz "and the pain is over" xD

Escolhi a nuca como local pois queria algo discreto, muito discreto, daquele tipo de tatuagem que eu só mostro se quiser; se usar um top ou t-shirt e apanhar o cabelo bem alto, acho que uma tatuagem neste local fica bem sexy. Se não quiser mostrá-la, basta andar de cabelo solto. Além disso, se um dia me fartar dela (duvido, adoro-a mesmo), não tenho de olhar para ela :P

Adorei, AMEIIII, o resultado, ainda bem que não me arrependi (às vezes fica mal, nunca se sabe...). Quando, passadas algumas horas, pude finalmente tirar o plástico protector, lavar com água morna e colocar creme hidratante (agora a rotina é essa, lavar o local e passar creme 3 vezes por dia, durante 2 semanas!!!), fiquei uma meia-hora a olhar com um sorriso parvo na cara... com dois espelhos, eheheh. É a minha nova menina.

A sério, amo. Amo a minha tatuagem. :D

Tenho que deixar aqui um grande obrigada ao Marcel e à Laila, por terem ido comigo. Sei que eles não vão ler isto, mas achei mesmo querido o facto de terem acordado cedo para me acompanharem. :)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

James Blake & concertos em Amesterdão.

Tenho de começar este post por dizer que os concertos em Amesterdão são uma coisa estúpida, por duas razões. A primeira, é que são estupidamente baratos (tipo 20 euros é do mais caro); a segunda, é que se esgotam estupidamente rápido. Uma pessoa não pode pensar "compro amanhã", "amanhã" já não há.

Yann Tiersen e Selah Sue vêm a Amesterdão este mês. Os bilhetes eram 20€ e 19€, respectivamente. Mas eram... esgotaram!! Fiquei tão triste quando soube... O mesmo para o concerto de hoje, estavam esgotados, tive de me esventrar toda para encontrar um vendedor na internet.

Vou fazer o mesmo para os outros dois concertos... Posso viver sem ver Selah Sue, mas perder Yann Tiersen é imperdoável.

Quanto ao concerto de ontem à noite, foi... tão bom!

Não conhecia James Blake e muito menos dubstep style antes de vir para aqui! Foi o Fabio que me introduziu a este mundo, basicamente. James Blake não é bem bem bem dubstep - é um dubstep mais soft, mais calmo e chilled. Adorei o álbum e decidi ir vê-lo ao vivo, já que era tão barato, e o Fabio também queria ir.

Não me arrependi, nem fiquei desapontada...


Muito pelo contrário, foi óptimo! No vídeo não dá para perceber bem, mas a bassline era tão forte que sentia todo o meu corpo a vibrar, dos pés à cabeça, e a sensação é... indescritivelmente boa. :)

A música original (estúdio)


Boa crítica, boa pontuação final, fiquei fã de James Blake, agora é "só"... CONSEGUIR BILHETES PARA YANN TIERSEN. É que esse não dá mesmo para falhar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

3 meses (e, se tudo correr bem, mais 7 pela frente).



Cresci. Errei. Voltei a errar. Sonhei. Desejei. Consegui. Quis. Fiz acontecer. Fiquei orgulhosa. Conheci. Odiei. Adorei. Amei. Apaixonei-me intensamente por períodos de uma semana. Cativei. Deixei-me ser cativada. Dei voltas. Voltei ao mesmo ponto. Perdi-me. Encontrei-me. Droguei-me. Alucinei. Vi as paredes do meu quarto a mexerem e imaginei que o meu chão era um trampolim. Criei laços fortes. Apaixonei-me. Vivi um romance. Fumei. Fui a mais coffeeshops do que a qualquer outro local da cidade. Tirei um doutoramento em coffeeshops. Aprendi a enrolar tabaco. Bebi. Tive ressacas muito más. Acordei ainda bêbada. Roubei. Fui pouco honesta. Fui pouco sincera. Menti. Falei mais a verdade do que devia. Pensei primeiro em outra pessoa, do que em mim. Magoei-me por isso. Decidi não fazê-lo mais. Fui muito transparente. Flirtei. Imaginei flirts onde eles não existiam. Provoquei. Esperei uma reacção. Umas vezes tive, outras vezes não. Beijei. Toquei. Fiz sexo. Ri. Chorei. Ri até chorar. Explodi uma cozinha. Fui a uma festa num barco. Achei mágico. Andei à luta de almofadas no centro de Amesterdão. Fiz asneiras. Arrependi-me de umas. Não me arrependi nada de outras. Procurei certas pessoas. Evitei oturas. Criei relações sociais apenas por conveniência. Criei laços de amizade fortes e verdadeiros. Escrevi num papel "um dia vou beijá-lo. Hoje é o dia". Beijei-o nesse preciso dia. Apercebi-me de que é só eu querer, eu consigo. Chorei até querer vomitar. Vomitei. Senti-me mal. Estive doente. Recuperei. Senti-me bem, extremamente bem. Fui feliz. Senti-me nas nuvens. Fui infeliz. Estive alegre por momentos que pareceram durar para sempre. Estive deprimida por momentos que pareceram durar para sempre. Encontrei obstáculos. Enfrentei-os. Ultrapassei. Segui em frente. Compreendi. Não compreendi. Viajei. Fui até Alemanha por meio de boleias. Tive 3 horas fechada numa casa-de-banho de um comboio com um dos meus melhores amigos, numa situação insólita. Tirei demasiadas fotografias. Estive rica. Gastei mais dinheiro do que aquele que tinha. Estive pobre. Venci. Conquistei. Deixei-me ser conquistada. Aprendi. Desenvolvi uma nova língua, aperfeiçoei outra. Escrevi. Li. Estudei. Pensei. Tive momentos de introspecção e filosóficos. Tive momentos superficiais, nada me importava mais senão diversão. Diverti-me. Muito. Conheci mais pessoas numa semana, do que num mês inteiro. Fiz amigos que pensei serem para a vida. Mudei de ideias. Não gostei de certas atitudes. Adorei certas atitudes. Admirei. Ainda admiro. Ouvi. Escutei. Falei. Fiquei calada. Quis que compreendessem o meu silêncio. Explodi. Recompus-me. Colei todas as pecinhas. Estive apática. Estive enérgica e entusiasmada. Fui má. Fui querida. Senti falta. Senti saudade. Senti-me farta. Tomei decisões. Terminei. Chorei compulsivamente durante 2 horas via Skype. Recomecei. Deitei-me na relva, ao sol, a fumar uma ganza, a rir de felicidade. Fiquei debaixo da chuva, ao frio, de noite, a chorar. Dormi pouco. Dormi demais. Não dormi. Faltei a compromissos. Faltei a compromissos para ficar a dormir. Faltei a compromissos para me ir divertir. Preocupei-me. Organizei-me. Fui activa. Escrevi, apaguei, risquei, a minha agenda. Deixei de me preocupar. Deixei de me organizar. Não abri a agenda durante uma semana. Fui preguiçosa. Não me dei tempo a mim mesma. Dei tempo a mim mesma. Escutei-me a mim mesma. Permiti tudo de mim mesma. Permiti-me ser espontânea. Segui os meus instintos, mais do que alguma vez o fiz na vida.

Descobri tantas partes de mim que ainda não tinha descoberto. Ainda estou a descobri-las.

Faria tudo de novo, sem tirar nem pôr.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

É demais.

Não tenho actualizado o blogue tanto quanto gostaria.

Gostava de poder escrever, colocar fotos ou vídeos, e partilhar, cada momento desta minha experiência. Não apenas para partilhar (apesar de também ter essa dimensão de partilha, daí ser um blogue, senão seria um diário... o que também mantenho, eheheheh), mas porque amo imenso escrever, e amo imenso guardar estas pequenas coisas para ler mais tarde. Pequeninas coisas, aqui e ali, são o que fazem esta experiência ser priceless.

Mas nada disso é possível, porque, por aqui, o tempo passa a correr. Num dia pode acontecer o que me ocuparia 3 post's, e nem sempre há tempo ou paciência! Entre visitas, viagens, descobertas, coisas que fiz (escrevo as mais importantes, como a experiência com as truffles, e a tatuagem que fiz hoje - estou à espera de fotos para fazer um post), hilariantes aulas de salsa, muitas coffeeshops, amizades e até romances, situações dignas de novela mexicana, algumas aulas (tenho-me portado mal e não ido a quase nenhuma... mas prometo que esta semana vou entrar na linha! :P ), concertos, jantares, aniversários, andar de bicicleta em pleno centro de Amesterdão às 2h da manhã com imenso nevoeiro... o tempo para escrever posts decentes é pouco. Até para dormir, não tem sobrado muito :(

Pelo que, a maioria dos post's que tem aparecido por aqui são coisas que escrevo quando tenho tempo livre, e depois agendo para publicar automaticamente... gostava de escrever mais sobre situações mais específicas, mas elas são tantas, as situações e os momentos são tão imensos, será impossível.

De qualquer forma, aqui ficam algumas fotos... :D











Vou tentar, no entanto, ir mantendo aqui o estaminé actualizado decentemente. :)

domingo, 20 de novembro de 2011

Álcool vs. Marijuana/Cannabis


Ok. Those who "read" me know I'm very open about these things, and I have no problem admitting my choice when it comes to these two options.I hate alcohol, but I hate it (the only kind of alcohol I like is sweet white wine, because of the sweet taste); I hate being drunk, I hate knowing that I'm behaving in a ridiculous and make fool out of myself, but can not control it. I hate feeling sick, the hangover the next day, the headaches, the day is ruined. I will not be cynical and hypocritical and say that I never did it. Sure you do. But it is so rare, and whenever I do it, the next day I swear I will not drink within 3 weeks at least.I find smoking weed a lot more fun, laugh a lot, entertain me, and not have any ill effects (no hangovers, no vomiting, nothing like that ...).But from a social standpoint, it is far more acceptable to drink alcohol. It's cool to drink a lot, getting drunk is cool ... is socially acceptable. And smoking pot is the same as being a junkie; Putting all the drugs in the same bag: I've heard many times that weed is the same as cocaine or heroin, and nothing could be more wrong than that. Drugs, tobacco, alcohol ... all of this is a drug. The very word "drug" does not have to have this so negative conotation. And not all "drugs" are the same, and no one can lead to another. As I have often heard saying that a person experiencing grass is two steps away from try heroin. Grrr. I feel like hitting my head against the walls whenever someone says something so stupid and nonsense.But why? Why this mind-set? If it is scientifically proven that alcohol is more harmful than soft drugs?Why is it illegal to sale and consume weed in every country except for the Netherlands, while such a big cult is made to alcohol-consuption (the more, the better)?I do not understand why people look at me sideways when I say "no" to a drink. I do not like, I do not want, why should I drink only to be socially accepted? This does not happen here, obviously, there is a wide acceptance regardless of all this, but elsewhere and at other times in my life I have seen this happening to me.

I remember my teenage years: I wanted people to accept me, I wanted to join the group, I wanted to be cool, so I subjected me to do something I hated - drinking, usually beer, which I hate even more - only to be cool. Alcohol has this dimension highly social, so social, that people who drink usually tend to "rub" it in the face of others, make sure that everyone knows that "I'm drunk." With the grass this does not happen. I'm high, I am in mine, not boring anyone (only sometimes, ahahah).C'mon. Those years have passed, fortunately, are well back there in the past...Today, I have absolutely no shame to say I prefer a thousand times sit comfortably with a group of friends, a joint smoking, have funny conversations, laughing and living happy, in peace and love, than go to a nightclub and drink till I drop.Finally, a little something I found: http://hempnews.tv/2010/02/22/comparison-alcohol-vs-marijuana/


Ok. Quem me lê sabe que sou muito aberta em relação a estas coisas, e não tenho problema nenhum em admitir a minha escolha no que toca a estas duas opções.

Detesto alcool, mas é que detesto mesmo (o único que gosto é vinho branco, gosto do sabor); detesto estar bêbada, detesto o saber que estou a comportar-me de forma ridícula e a fazer figuras de parva, mas não conseguir controlá-lo. Detesto o sentir-me enjoada, a ressaca do dia seguinte, as dores de cabeça, o dia que fica arruinado. Não vou ser cínica e hipócrita e dizer que nunca o fiz. Claro que sim. Mas é tão raro, e sempre que faço, no dia seguinte juro que não vou beber nas 3 semanas seguintes, pelo menos.

Acho muito mais divertido fumar erva, rir-me imenso, divertir-me, e não ter maus efeitos nenhuns (nada de ressacas, nada de vomitar, nada disso...).

Mas do ponto de vista social, o aceitável é beber álcool. É cool beber imenso, é cool ficar bêbado...é socialmente aceite. E fumar erva é ser um drogado, põe as drogas todas no mesmo saco: já ouvi muitas vezes que erva é o mesmo que cocaína ou heroína, quando nada podia estar mais errado do que isso. Medicamentos, tabaco, álcool... tudo isso é droga. A própria palavra "droga" nem tem que ter este sentido tão negativo. E nem todas as "drogas" são o mesmo, e nem uma pode levar a outra. Como já ouvi muitas vezes dizerem que uma pessoa que experimenta erva, está a dois passos de experimentar heroína. Grrr. Apetece-me bater com a cabeça nas paredes sempre que alguém diz algo tão, mas tão estúpido e non-sense.

Mas porquê? Porquê esta ideia pré-concebida? Se está cientificamente provado que o álcool é bem mais nocivo do que as drogas leves?

Porque é que é ilegal a venda e consumo de erva em todos os países menos na Holanda, ao mesmo tempo que há um culto tão grande ao consumo de álcool?

Não entendo por que razão as pessoas me olham de lado quando eu digo "não" a uma bebida. Não gosto, não quero, por que hei-de beber só para ser socialmente aceite? Isto não acontece aqui, obviamente, há uma grande aceitação independentemente de tudo isso, mas noutros locais e noutras alturas da minha vida já vi isto a acontecer à minha frente.

Lembro-me dos meus anos de adolescente: queria que as pessoas me aceitassem, queria fazer parte do grupo, queria ser cool, sujeitava-me a fazer uma coisa que detestava - beber, geralmente, cerveja, que ainda detesto mais - só para ser cool. O álcool tem esta dimensão altamente social; tão social, que as pessoas que bebem costumam "esfregar" isso na cara das outras pessoas, fazem questão de que todo o mundo saiba que "estou bêbada". Com a erva isso não acontece. Estou high, estou na minha, não chateio ninguém (só às vezes, ahahah).

C'mon. Esses anos já passaram, felizmente, estão bem lá atrás...

Hoje em dia, não tenho absolutamente vergonha nenhuma de dizer: eu prefiro mil vezes sentar-me confortavelmente com um grupo de amigos, a fumar uma ganza, a ter conversas engraçadas, a rir, a conviver, do que ir para uma discoteca e beber até cair.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A última semana - descoberta de uma paixão renovada pela vida.

As últimas semanas têm mudado a minha forma de ser e a minha perspectiva sobre as coisas.

Se dantes era demasiado preocupada com organização, ter uma estrutura pela qual me guiar, cumprir sempre promessas e compromissos, manter uma agenda actualizada, etc... Agora sou uma pessoa muito menos preocupada com essas coisas... muito mais espontânea. E gosto!!!

Dou por mim a viver no presente, sem me preocupar com o amanhã. E então, se tenho de acordar às 7h mas às 6h ainda não fui dormir? Se a noite foi maravilhosa, então valeu a pena... E então, se tenho coisas mais do que em atraso para fazer, mas ainda nem pensei nelas? Se o que fiz em vez de me preocupar com isso me soube bem, então valeu a pena...

E os pormenores, os detalhes, as pequenas coisas do dia-a-dia, às quais geralmente não vemos nem damos valor, por serem coisas tão pequeninas, agora consigo olhar mais para elas, olhar com olhos de ver, apreciá-las pelo que são, conseguir ver a sua beleza, a sua essência. Pode ser uma música, pode ser uma aula secante, pode ser uma saída, pode ser estar sentada no tram a olhar para a cidade a passar por mim. Pode ser jantar com os amigos ao final do dia, jogar monopólio pela noite fora, beber martini com limão. Pode ser o sinal que descobri na minha mão, um sinal bebé que está a nascer, apareceu nos últimos meses, pois lembro-me que antes de vir para cá não o tinha. Pode ser andar na rua a ouvir música e a sentir o frio na cara; antes ter-me-ia queixado de que o frio é mais que muito (e agora as temperaturas começam a chegar aos 3ºC!!!), mas prefiro agora saber apreciá-lo, não sentir o meu nariz de tanto frio, pode ter o seu quê de beleza.

Ultimamente, o mundo à minha volta é tão mais bonito e as pessoas, tão mais brilhantes. O mundo e as pessoas não mudaram... O que mudou foi a minha atitude perante as coisas. Se dantes já era uma pessoa positiva e que encarava as coisas com boa disposição, já antes não gostava de me chatear ou amuar por causa de rigorosamente nada, agora então, é um extremo! Sinto-me quase sempre feliz, nas nuvens... Nada me chateia! Sinto que tenho uma sorte enorme por ter a vida que tenho e é mais que minha obrigação estar grata,mas sobretudo... APRECIÁ-LA, tal como ela é. :)

Estou apaixonada.... pela vida. :) E está é uma das melhores fases da minha, tenho de aproveitar. :D

Não gosto nada das músicas da Pink, mas gosto desta passagem de uma das músicas dela, e que descreve exactamente aquilo que tenho sentido ultimamente: I'm safe, up high, nothing can touch me.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

De 6 meses a 1 ano.



Quando me candidatei a Erasmus, candidatei-me apenas para 6 meses. Primeiro, porque não sabia o que havia de esperar... caso não gostasse, seria apenas um semestre (o que passa demasiado rápido!). Segundo, porque queria acabar a minha licenciatura em Portugal (este é o meu último ano).

No entanto, e visto que a minha adaptação a esta nova realidade foi quase perfeita e que estou a amar esta experiência e que adoro a vida que já construí aqui, decidi ficar um ano, prolongar o meu período de estudos, e já estou a tratar de toda a burocracia necessária para fazer isso acontecer.

É que habituei-me tanto à minha vida aqui, e gosto tanto dela... Mal me consigo imaginar a voltar de vez a Portugal. Sinto que preciso de mais tempo aqui. Aparte de família e amigos próximos - os quais irei visitar em meados de Fevereiro caso fique mesmo 1 ano - não tenho nada que me faça voltar a Portugal. De qualquer forma já fazia mais ou menos parte dos meus planos ficar um ano extra na faculdade, a fazer cadeiras em atraso e melhorias. O número de créditos que me faltam fazer para acabar a licenciatura ultrapassa o número de créditos permitido fazer numa experiência de intercâmbio, nomeadamente Erasmus. Iria para Portugal fazer mais um ano e um semestre, para nada... Não ía acabar a licenciatura este ano de qualquer forma. E mesmo que acabasse, visto que ainda não sei o que quero fazer da vida... Depois, iria fazer o quê?? Preciso de mais tempo para pensar e para, sobretudo, experimentar novas coisas... Só experimentando se descobre o que se quer. E sei que aqui experimento e irei experimentar bem mais coisas do que em Portugal.

Já passaram 3 meses, praticamente, e a data de volta a Portugal aproxima-se cada vez mais. Nunca pensei que passasse tão rápido, na verdade estes 3 meses passaram a voar, e os próximos 2 vão pelo mesmo caminho, e depois? É hora de voltar, e sinto que ainda não estou pronta para isso. Nem para voltar agora, nem para voltar dentro de 2 meses. Tenho a sensação, aliás, quase a certeza, de que esta cidade tem tanto mais para me dar do que apenas mais 2 meses e 16 dias (o tempo que faltaria para voltar se ficasse só um semestre). Os meus planos para este ano passam mesmo por continuar por cá e tentar arranjar um part-time (visto que em Amesterdão é extremamente fácil para os estudantes encontrar um trabalho, ganha-se bastante melhor, e sempre era um peso menos pesado para os meus pais, financeiramente falando).

Para além das razões óbvias de diversão, de ser uma experiência única, dos amigos, das paixões e tudo o mais, as razões académicas e profissionais também são mais que favoráveis. Ficar aqui um ano é uma enorme vantagem em termos académicos e em termos de oportunidades para o futuro.

Quero ter mais tempo para absorver esta linda cidade, esta maravilhosa experiência, e, por isso...

Sim, quero e, espero, VOU ficar um ano. :)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Magic truffles - uma experiência única e inesquecível

Já tinha colocado uma pequena descrição em inglês, mas em português ainda me consigo expressar melhor. Aqui fica a minha reflexão acerca desta experiência:

Descobri que o céu pode ser um local na terra.

Foi uma experiência tão intensa e maravilhosa. Os pequenos animais, lagartos, plantas, flores, a crescer a partir do chão em direcção a mim, como se eu pudesse andar entre eles... as cores dos cartazes e postais na minha parede, com a luz das velas na fita-cola, dava a sensação que um lençol de água, uma cascata colorida e calma, caía pela parede, era tão bonito, tão tão LINDO, apetecia-me tocar, fundir-me na parede, abraçá-la para sempre, sentir a água nas minhas mãos. Poderia ter ficado a olhar para aquele espectáculo, para sempre. Encontrar padrões de imagens, sons, cores, que nunca tinha encontrado antes. Encontrar coisas surpreendentes num quarto onde vivo há quase 3 meses. Não foi assustador como eu pensava que seria, pelo contrário, foi FASCINANTE.

As cores eram tão vívidas, conseguia distinguir as mais pequenas nuances, as mais pequenas diferenças de contornos, quase parecia ser um desenho animado com umas cores muito fortes mesmo; as sombras eram mais evidentes, conseguia ver o degrade da intensidade das sombras, o seu gradiente, na perfeição; os sons eram tão intensos, as músicas eram tão bonitas e felizes, de uma felicidade que tocava na tristeza, e uma espécie de tristeza que se confundia com a mais pura das felicidades. Fez-me chorar.  Chorar de tanta felicidade junta. E é tudo tão bonito e intenso… tão engraçado – rir durante meia-hora seguida é perfeitamente possível! – que só apetece sentar e ficar a olhar para toda aquela beleza à minha volta, só rodar a cabeça e ver coisas diferentes, mágicas, até pozinhos coloridos no ar eu conseguia ver. Andar também era uma experiência engraçada, como se tivesse molas nos pés e nos joelhos, e conseguisse andar como num trampolim. Andava como se de um trampolim o chão se tratasse (sem que nunca aqueles padrões do chão desaparecessem) a tocar as paredes, a vê-las a mover de uma forma fascinante, a tocar em todos os efeitos visuais, a tentar senti-los com as pontas dos dedos, com o meu corpo todo.

E é tudo tão maravilhoso que dá a sensação que estou em todo o lado deste maravilhoso mundo. Como se o meu corpo se tivesse tornado em pó e fosse com o vento para todos os locais deste lindo planeta.

É como olhar o mundo com olhos diferentes. Aliás, não apenas olhar, mas sim ver. Cada pormenor é tão bonito e intenso e perfeito. Perguntas-te porque é que nunca antes tinhas visto o mundo assim, por que razão não o podes ver sempre assim, porque é que esta não pode ser a tua realidade constante, e porque é que, alguma vez na tua vida, te sentiste miserável, como é possível, se neste momento estás tão feliz, de uma forma tão esmagadora que cansa. Se neste momento, tão pequenino e tão eterno como é cada segundo que passa, é tão bonito e tu nada mais queres senão apreciá-los na sua essência, pelo que são, naquele momento, naquele local, naquela circunstância, cada detalhe que encontras é tão bonito, é como descobrir todo um novo mundo pela primeira vez, qual bebé que nem uma esponja. A beleza é tão imensa e esmagadora, ao ponto de te fazer respirar mais rápido e mais fundo, sentires o bater do teu coração e até tornares-te consciente do teu próprio corpo, para teres a certeza que estás tão VIVO como sentes que estás, para teres a certeza que estás mesmo aqui a presenciar isto tudo, que não é um sonho e que não, não estás nas nuvens como crês estar. Rapidamente, porém, te apercebes que este corpo, esta respiração, este bater de coração, não é mais teu. Ele pertence agora ao universo, à terra, estás perfeitamente conectado com tudo o que te rodeia, o teu ego desapareceu, não há uma noção definida do “eu” ou de um “aqui” e muito menos de um “agora”. Tudo de repente se torna num Uno perfeito. Um nível totalmente diferente de consciência.

No fim, quando os efeitos visuais passam, notas o extremo cansaço e exaustão de te teres rido tanto, chorado tanto, amado tanto, descoberto tanto, VIVIDO tanto e tão intensamente durante 4 ou 5 horas, e começas a entrar na fase mais filosófica; já não vês lagartos e flores a crescer do chão, mas começas mais a pensar no significado profundo que tem tudo o que viste. E então tens a certeza que a tua vida e a tua perspectiva sobre as coisas mudou. Para sempre.

Hoje acordei no quarto das maravilhas… tenho a sensação de que tudo foi apenas um sonho maravilhoso, apesar de real. Tenho a sensação de que, se perguntar às pessoas que partilharam esta experiência comigo, elas vão dizer que eu sonhei tudo. Porque agora eu olho para o chão, e já não consigo mais ver a diferença do gradiente de cores; as paredes já não mexem; já não há cascatas coloridas a cair dos posters na parede. No entanto, sinto que nunca mais vou esquecer esta experiência. Foi uma das experiências mais fantásticas pelas quais já passei.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Over the top weekend! :)

Este fim-de-semana foi qualquer coisa de... :D AMAZING!
O Jan veio visitar-me. Nem é preciso falar na quantidade de "partying" que foi o fim-de-semana inteiro :D












(só fotos decentes, ahahah).
Na 2ª feira... tive uma experiência totalmente nova e diferente... uma das melhores da minha vida! A minha descrição é esta:
"Yesterday I found out… HEAVEN can be a place on earth.
It was so intense and WONDERFUL. The little people, animals, lizards, plans, flowers, growing from the floor, like I could walk among them… the colors of my wall posters falling in a colorful waterfall, so beautiful I just wanted to touch it and fuse myself in it. I could just hug the wall forever, I could stand like that, looking to that, forever. Finding patterns of images and sounds and colors I’ve never found before. Finding AMAZING things in a room in which I live for almost 3 months.
The colors became so VIVID, the shades became so obvious, I could see every detail, the gradient of the different colors, so perfectly distinguished; sounds became so INTENSE, a kind of happiness that touched the sadness, a kind of sadness that blended itself in the most pure happiness, crying of laughing, crying of happiness. And it’s all so intense that you feel like you are SPREAD in all the corners of this wonderful world. Like your body just turned into DUST and flew away with the wind into every little place on earth.
It’s like you’re seeing the world with different eyes. You ask yourself why you never saw the world this way, why you can’t always see it this way, why did you ever, in your tiny life, feel miserable, because in this moment you are just so OVERWHELMINGLY HAPPY, that you just want to sit and look at the things around you, just see them, just appreciate them, that moment, that second, every little detail you find SO BEAUTIFUL, of a beauty that makes you breath harder just to make sure you are as ALIVE as you feel you are, all the changes you feel in your body, a body that does no longer belong to you, it belongs to the universe and to the earth.
You end up completely exhausted; exhausted of laughing so hard, of crying so hard, loving so hard, LIVING so hard and INTENSELY in just 4 or 5 hours, and you feel that your life and your perspective about things just change, completely, and forever.
Today I woke up in the WONDERLAND room… I had the feeling that it was all just a wonderful DREAM. I have the feeling that if I ask other people that shared this experience with me, they’re going to say I just dreamt all about it. Because now I look at my floor, and he doesn’t grow little wonderful lizards into me anymore; my always are still, they don’t move… and there’s no waterfall in the posters anymore. Nevertheless, I feel like I’ll never forget it, never in a million years, was one of the best experiences ever… OVER THE TOP."
:)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Adoro:

andar de bicicleta (já me estou a habituar e já me canso menos) sozinha, sem destino, só ir por ir, a ouvir música,

ir a uma coffeshop sozinha, eu, a minha música, e um caderno e caneta nas mãos, para escrever o que me vai na alma.

É que gosto de pessoas, gosto de festas, gosto de socializar, mas de vez em quando, também gosto de estar sozinha, conversar comigo própria, ter o meu próprio tempo. Esteja em que situação estiver, na minha vida "normal" ou em erasmus, eu nunca posso perder o contacto comigo mesma. Tenho más experiências passadas de não me ouvir a mim mesma nem me dar tempo a mim mesma. Dá sempre mau resultado.

Eu achava (mesmo) que após 3 semanas, as coisas iriam acalmar mais. Mas há dias/noites e momentos em que nada nunca pára. Preciso daquele meu tempo diário para reflexão interior. :)

Den Haag (Haia).

Fotos do fim-de-semana que passei em Den Haag, dias 23 e 24 de Outubro, com a Ivone. :)

Madurodam (exposição com miniaturas da Holanda, tipo "Portugal dos pequeninos"), um museu (cujo nome não me recordo, uma amiga da Ivone arranjou-nos bilhetes à borla!), outro museu (melhor, exposição), desta vez de Escher, um artista holandês - e o que adorei esta exposição!! - passeios pela cidade e fim de tarde num café acolhedor!