domingo, 25 de dezembro de 2011

E porque não um natal diferente?

4 meses cheios de amigos, amores, paixões e muita festa... (acho que demais! eheheh).

Este natal, o primeiro passado longe de casa, fiz questão não de voltar para casa - até porque não ligo muito ao natal e porque não temos nenhuma tradição de família - mas sim de sugerir ao meu pai que viesse cá. Seria algo diferente: uma cidade diferente, coisas novas para fazer... :)

E nenhum de nós se arrependeu! Foram 4 dias mesmo natalícios, familiares, calmos... 4ª feira à noite, fomos para casa da Ivone, em Den Haag, onde ficámos a dormir até 5ª feira (obrigada Ivone, por nos receberes!). 5ª feira explorámos Den Haag. Cidade pequena, um dia chegou para o meu pai ficar a conhecer, e eu, que já lá tinha ido, para ficar a conhecer melhor. Ainda jantámos em Den Haag e à noite voltámos para Amesterdão.

6ª e Sábado, passámos o dia no centro. O meu pai ficou encantado com a cidade. Parecia eu, no início, quando tudo era novo... Quer dizer, eu ainda acho uma cidade linda, mas 4 meses depois, já começa a ser mais do mesmo. Casas bonitas à beira de canais, com barcos-casa "estacionados", é isso. Para turismo é lindíssimo, para quem vive cá, já é outra coisa. Fui mais turista, com o meu pai, do que alguma vez fui sozinha ou com amigos nestes 4 meses. Aliás, eu já estou a ficar nativa... já tenho locais onde sou habitué, já conheço os cantos e recantos que só os nativos conhecem, já faço coisas on my own, sem ter de ir ver aquela igreja que é um monumento nacional e aparece nos guías turísticos. Mas bom... Deu para conhecer ainda melhor, passeámos até dizer chega (Amesterdão é uma cidade que se anda a pé e vê-se metade), e divertimo-nos à nossa maneira! Ontem à noite, encontrámos um restaurante português, onde comemos, como não pode deixar de ser - que dizer, para mim podia deixar de ser, que não sou pessoa de seguir tradições, mas enfim - o belo do "bacalhau com todos" e um bom vinho branco... Trocámos presentes à meia-noite. :)

Hoje, fui levá-lo ao aeroporto, de volta a Portugal... Fiquei melancólica, detesto despedidas. Mas não foi só a despedida, é mesmo todo o natal... deixa-me assim... já tinha falado nisso? Já não posso com o natal, só quero é que acabe e chegue bem rápido a Passagem de Ano. Mas pronto, devo dizer que as minhas expectativas não eram as melhores, estava à espera que o meu pai me chateasse mais, pai-galinha como ele é. Claro que me chateou, até tivemos alguns arrufos, como temos sempre... mas no geral, não me desiludi, até me diverti, dei umas boas gargalhadas, e acima de tudo, nestes dias, senti-me... de volta a casa! :)

Algumas fotos!






































E assim foi o meu natal em Amesterdão! :)

[agora, por favor, por favor... chega de re-hab, preciso outra vez de amigos, de festa, e preciso dele].

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um natal diferente.

Não é que os meus natais sempre tenham sido especiais. Nada disso. Todos os anos, janto com a minha mãe e ficamos só no sofá a ver oos típicos e já batidos filmes de natal que passam na televisão, nos canais generalistas. É pequenino, é simples, não é nada, no fundo. Mas sempre foi a minha tradição. E, verdade seja dita... natal a mim não me diz grande coisa.

Mas este natal é diferente. É o meu natal em erasmus. De Erasmus não tem nada, no entanto. Mas, mesmo assim.... O meu pai veio visitar-me Adoro tê-lo aqui, mas confesso que já sinto saudades das pessoas com quem partilhei os meus dias e noites nos últimos 4 meses. Ahhh... tanta coisa para falar com eles!...

Enfim. Este natal é diferente, tal como está a ser o resto do ano... Podia deixar aqui um "feliz natal", e todas essas tretas, mas a verdade é que não tenho paciência para essas coisas. Deixo, apenas, um vídeo, que quero compartilhar, sobretudo, neste blogue.

É rir rir rir (ou rir só para quem entende o que é fazer Erasmus). E o pior - sim, que isto é mau, mas bom de certa forma - é que é tudo, tudo verdade... :)


:D

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

4 Meses, Natal & melancolia natalícia.



O Natal está à porta - está já a tocar à campainha e eu sinceramente não me apetece nada abrir-lhe; se pudesse, colocava o relógio do tempo um mês atrás e ficávamos sempre em Novembro... -, o ano de 2011 aproxima-se do fim e eu estou cá há... 4 meses. Sempre usei o natal como "um ponto de viragem", desde o dia em que vim para cá. E parecia sempre tão distante, felizmente distante, que a época natalícia é a época de todo o ano que eu detesto mais!, e de repente, aqui está, chegou, com tudo o que de mau o natal sempre acarretou para mim.

quatro meses. Nem acredito que só passaram 4 meses. Foram os 4 meses mais cheios da minha vida. Cheios de tudo... Foram 4 meses tão intensos, mais intensos que os restantes 8... Para mim, estava capaz de jurar que passou um ano inteirinho nestes 4 meses.

Podia encher este post's com as coisas habituais desta época: a minha wishlist para o natal, a minha reflexão acerca de 2011, os meus desejos para 2012; e, sobretudo, aquilo que já repeti vezes sem conta: o quanto estou a amar esta experiência...

Mas a verdade é que, hoje, não me apetece alongar-me. A época natalícia arranja sempre uma forma de me deixar melancólica e nostálgica... Acho que o natal não gosta de mim - bom, ao menos o sentimento é recíproco... Apesar do meu pai estar de visita e de eu nunca ter ligado muito ao natal, as saudades de casa apertam mais nesta altura do que nas outras. É o primeiro natal que passo longe de "casa", longe da minha mãe maluca, longe de tudo o que estava habituada por tantos anos... É o natal mais diferente de sempre. O que me faz odiá-lo ainda mais!

Já para não falar no quanto me destrói, por dentro, só o pensamento de que as pessoas com quem me afeiçoei por aqui, vão todas embora em Janeiro... O que me deixa com uma passagem de ano brutalíssima e pouco mais... Talvez um dia possa contar, em mais pormenor, as histórias daqui... As amizades, as pessoas que se tornaram na minha FAMÍLIA, a paixão, a aventura romântica que estou a viver... sempre, sempre, uma pessoa mais especial que as outras, que está quase a ir embora. Anteontem, ele foi passar o natal a casa: uma semana. No momento em que o vi a sair de ao pé de mim, o mundo desabou, assim, só assim. Foi como passar de uma felicidade intensa e grande e esmagadora, para um buraco no coração (e isto é só uma semana, como vai ser quando ele se for embora de vez e só me vier visitar em Abril??) E, de repente, foi como se algo muito forte desaparecesse... o sentimento de "something is missing". Amigos são amigos, sim, e os amigos que aqui fiz, que são já como uma família, são tão importantes como tudo... mas voltar a adormecer e a acordar sozinha, todo este processo, chateia e não gosto. Não gosto, pronto. Sim, a época natalícia por si mesma, e se me lembro dos anos anteriores, deixa-me sempre melancólica; mas este ano, e tal como em tudo o que se tem passado na minha vida nos últimos 4 meses, esta melancolia é exponenciada...

Esta é uma das razões porque detesto o natal. Aliás, por mim, bem que podiam abolir com esta treta do natal, de vez. Não tenho paciência e é  uma lamechada do caraças. Nunca ninguém percebeu porquê, aliás, vejo sempre toda a gente contente com os presentes e os doces e a família e todas essas tretas, para as quais nunca tive grande paciência. Mas é que para mim, é sempre horrível. Para além de estar frio e eu lidar mal com isso (sou uma pessoa de sangue quente, claramente), todos os anos tenho esta fase. É esta semana de natal que me deixa mais introspectiva do que o normal, a reflectir acerca do meu ano, a pensar no seguinte. Geralmente, os meus natais comportam sempre mudanças na minha vida, despedidas e coisas novas... É sempre uma fase de mudança. O que não significa que seja mau, mas é sempre difícil.

Bom, sempre dizem que quanto maior é a altitude, mais forte e dolorsa é a queda... Estes 4 meses, mas particularmente os últimos 1,5 ou 2, foram passados lá bem no alto; não quis pensar no que ia sofrer depois quando tudo acabasse, não quis pensar no futuro, simplesmente quis viver o momento, sem me preocupar, e assim o fiz... e sei que ainda tenho o finzinho de Dezembro e uma boa parte de Janeiro para aproveitar um pouco mais! Acho que vale a pena assim... Passar um mau bocado, como sei que vou passar quando toda a gente for embora e eu ficar aqui mais um semestre e ter de passar OUTRA VEZ por todo o processo de conhecer as novas pessoas que vêm, vale a pena por toda a felicidade que senti quase non-stop durante este tempo... Antes assim do que nunca sentir nada de nada.

Acho que estou a sentir uma espécie de depressão-pos-erasmus... Começo a consciencializar-me de que todas estas pessoas, que se tornaram na minha família, que fazem os meus dias, vão embora em breve. Só o facto de quase todos (os mais importantes) terem ido para casa para o natal, foi uma fria chamada à realidade... já sofro por antecipação.

Bom, mas por enquanto não quero pensar nisto. O meu pai está de visita, quero aproveitar estes dias calmos (bem calmos) com ele. E depois, passagem de ano... :D

Acabo este post dizendo: Apetece-me chorar... Não de tristeza pura, não de felicidade pura (como já cheguei a chorar de felicidade, aqui), mas por sentir tudo com uma intensidade tal, tudo tão exponenciado, que me arrebata... É tudo tão tudo que não cabe no coração e tem de vir cá para fora. Imensidão!

Sei que isto é sol de pouca dura, o que, de certa forma, me consola. Sabendo que é só uma semana no ano inteiro e que, por mais que custe a passar, há-de passar, e o que está para vir, há-de ser, com certeza, melhor. Esperem que chegue a passagem de ano e vão ver a Cláudia numa das alturas do ano - a semana da passagem de ano - que ela mais ama... esperem só, esperem. Vai ser LEGENDARY :)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Present Hedonism.

Os últimos dias têm sido feitos de uma azáfama... maravilhosa. :)

Armei-me em "presente hedonista", a viver mais o presente do que nunca... Mais desleixada, mais desorganizada talvez, menos responsável definitivamente... Mas tão mais feliz, tão mais espôntanea, tão mais focada no facto de que estudar, trabalhar, ser organizada e certinha, tenho todo o tempo da minha vida para o ser, mas esta experiência... é única, vivida apenas uma vez, é a experiência Erasmus e talvez sim, tenha andado a estudar de menos e a sair demais e a gastar dinheiro que não devia... Mas que esta é uma oportunidade que não quero, de todo, perder. :)






























Últimos eventos: viagem a Kopenhagen & Malmo, Mr & Miss Campus 2011, Sigur Ros film screening, festas de aniversário, festas "disco", jantar japonês de despedida ( :( ) do Kangkai, que se vai embora hoje... e endless noites de pura diversão.

Agora vou armar-me em adolescente/pita e dizer: tenho os melhores amigos do mundo.

É que é tão verdade...
(aproxima-se o dia da partida da maioria deles, dos que só ficam um semestre; já sinto saudades...)

Devo dizer, no entanto, que hoje acordei meio melancólica: a maioria das pessoas vai voltar para casa para o natal, esta semana. O que é apenas uma pequena amostra do que vai ser em Janeiro, quando eles começarem a ir... O meu pai vem de visita, amanhã. Estou entusiasmada por isso, mas o natal deixa-me sempre melancólica...

sábado, 17 de dezembro de 2011

.



De repente, apetece-te dançar. O teu corpo simplesmente move-se, sem teres qualquer controlo sobre ele. Não consegues estar parada, mas não é num mau sentido. É mesmo porque o teu corpo se move, dança, quase que sozinho, de todas as formas possíveis... Vais ao chão, ao tecto, às paredes e a tudo o que encontras pelo caminho. Não é uma inquietação de nervosismo, mas sim de sensação de LIBERDADE. Como se o teu corpo se misturasse com as partículas de ar, numa fusão perfeita!

Sentes-te altamente conectada com o resto do mundo. Apetece-te abraçar e beijar o mundo. Todos são os teus maiores amigos. A noção de espaço pessoal, de alguma distância, desaparece. Não consegues mais distinguir entre pessoas que conheces, e pessoas que não conheces. A um certo ponto, já correste a discoteca toda, já falaste com toda a gente, já abraçaste e beijaste toda a gente que viste à tua frente... rapazes, raparigas, altos, baixos, lindos, feios, gordos, magros, alternativos, rockeiros, hippies, betinhos, mitras... Não te importa mais, sabes que as pessoas que estão à tua frente são seres humanos, e só consegues olhar para o coração delas. Como elas são boas pessoas, como tu as adoras e como elas te adoram a ti, mesmo quando não reagem bem à tua proximidade; nesses casos, pedes desculpa, dizes que não tinhas intenção de ser desrespeitadora, e vais embora, without a care in the world. Mas a maioria das pessoas regiu muito bem!

Dizes que adoras e amas toda a gente, porque, de facto, é o que sentes. O teu bom senso e "judgment" (consciência) está lá, intacto: tu sabes perfeitamente o que estás a fazer, porque estás a fazê-lo, a única coisa que muda, é que parece certo; falar, conversar, abraçar, beijar (beijinho lábios-nos-lábios), tocar, dizer que adoras as pessoas, mesmo pessoas que não conheces de lado nenhum, parece ser a coisa mais acertada a fazer. E é um quentinho bom para o coração... Compreendo, hoje, que para algumas pessoas (sobretudo raparigas) deve ter sido mesmo estranho uma louca descabelada vir do outro lado da discoteca e dizer "how are you? having fun? i hope so, because this night is magical! and you are so beautiful! so handsome! give me a kissy kissy" e depois simplesmente... beijar. Mas para mim, era a coisa mais acertada a fazer.

No fim, olhas para o relógio e vês que passaram 5 horas. Estiveste a dançar por 5 horas ininterruptas, mas sentes-te tudo menos cansada. A última vez que olhaste para o relógio eram 23h, e agora são 4h, mas para ti, que perdeste toda a percepção de tempo, só passou meia-hora. O teu corpo deixou de ser matéria, de algo consistente, deixou de sentir o peso da gravidade, e agora sentes-te literalmente a voar. Consegues dar saltos de 1 metro e meio no meio da discoteca, e que consegues ficar a voar nesse salto para sempre, se quiseres, porque o teu corpo é feito de qualquer coisa entre algodão-doce e algum fluído. A tua cara dói de sorrires por tantas horas seguidas, mas o teu coração, esse sente-se feliz como nunca se sentiu.

A principal sensação foi: amor em estado puro; eu senti, literalmente, amor por todas as pessoas da discoteca; e o melhor, senti que todas as pessoas da discoteca me amavam a mim.

Foi das experiências mais fantásticas de sempre. :)