terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

I (AM)STERDAM 2011/2012 Closure I

Tram 5 for free. Lost weight. Museumcard. Peace & Love. Blogging. Go with the flow. Fresh Orange Juice. I've Never Ever. Adele. Ik neem je mee, mje mjee... . Dots. Hipster friends & music. Visit from Jan, Vera, Sara & Alex. Pink camera. Purple. Weirdo chinese in coffeeshop. Magical agenda. Own-art-hanging in coffeeshop. Pillofight. Copenhagen. Christiania. Poffertjes. Coffeeshops. Rotterdam boarparty. Amsterdamse Bos. Westerpark. Pathé. The Help. Disco party. Antwerp. Chocolat fondue. Learn how to bycicle. Truffles. Rain. No snow. BBQs on balcony. Belgium. Kitchen 11th floor. Electric lady land. Vondelpark. De 2e kamer. Nemo. Purse museum. Shithead. Fishing. Private dinner with Kangkai. Brugges. The duck in Leuven. Burgerking king deal. VU sweater. Brunch. Hail. B-day Roos. Mister & Miss campus 2011 candidate. Belgium fries. "What do you think of...?". Girlsnight. Hitchhike. Berlin. Barcelona Kangkai. Enschede. Xtc. New Year's Eve. Nurse Claudia. Juhuuu. Expressing feelings & emotions on FB. Who am I? game. Cardgames. Learn how to roll cigarettes. Wake and bake. Game night. Higs. Tattoo infinity aka Lazy 8. Mussels seaside Belgium. Sunset. Puta party. Ik ga sporten op maandag. Scheiße. SATC marathon Kbh. karaoke. Salsa. Malmo. Sweeden. Café Uilenstede. Albert Heijn. The other side. Visit dar. Guesthouse. The Vu. I AM_STERDAM. Vintage markets. Toy Boy Marcello.

Foi o que a Roos e a Lisa escreveram na minha sweat-shirt de recordação Erasmus. Os momentos, expressões, palavras, locais, coisas, etc., que marcaram este período em que tive a sorte de conhecer as pessoas que conheci... :)











Hoje, a última noite.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Porque nunca me senti assim antes.

Mein kleiner Löwe,

I write you this letter so you know how much you mean to me. I think I’ll never tell you enough.

More than a big passion and love that I didn’t expect to find, you are a great friend, and I appreciate it. I appreciated every moment we had, even when I thought I could never be with you the way we are. I remember you since the first time I met you, and all the little most insignificant moments, so you see how important you are!!!

I remember the first Portuguese lesson I gave you in the 7th floor kitchen. I remember kissing you in Berlin, it took me a lot of courage to do that. I remember the day you showed up in my room and I was only with a towel on. I remember saying to you I had cross the line, I had fell in love. I remember asking you to me my boyfriend, saying that I love you. I remember all the great sex (eheheh), the sleeping together, the little silly stuff like you opening the window when I was cold and then making fun of me :P All the times we made fun of each other and laughed together at stupid random stuff. I remember every kiss, every hug, and everytime you walked into my door. Every moment! For me, all of them precious and part of an adventure I’ll never forget! It was such an incredible, intense, experience and relation, in such a way I’ve never experienced it. You were (and still are) totally the right person, at the right time, in the right place, with the right circumstances, to have a great time as we had (I think you agree with me).

I’ve been very in love before and maybe me saying this, is over the top, but I’ll risk it: I was never so in love as I am with you. Maybe due to the circumstances, the environment we lived in these last months, all the memorable experiences we shared together, specially me for the first time for a lot of them. You rock my world and made these last 2 or 3 months totally unforgettable. You are, by far, one of the best things happened to me in my Erasmus.

Seeing you leave – even though obviously I want to see you more, I want to visit you and I want you to visit me – it’s one of the hardest things for me. I am glad I am going home for a week. Otherwise it would be even more painful! But I know, when I come back, it’s going to be difficult anyway: going to sleep alone, waking up alone, not having your morning hugs and kisses, not having a cappuccino in bed or a big breakfast in your kitchen. I know I’m in Amsterdam and that the next semester is also probably going to be great, but it’s not going to be the same without you, at least in the beginning. I just wish you stayed one more semester, I just wished I could wake up next to you for the next months. Better, I wish I had met you before, like in September…Nevertheless, for the time it lasted, it was (is) so amazing to be with you!

Beyond a great passion, love, and friendship I feel for you, being with you also made me grow up in some ways. All the stories we lived in such a short time, the ups and downs, and the way we got closer, and the way I grew fond of you, and all the process of falling in love so deeply with you, all of this at the same time as dealing with the fact that you were leaving sooner or later, made me deal with things in a whole different way that I would’ve dealt with if in another time or space circumstances. Namely, and in between all the stuff I shared with you over time concerning in what ways I learned/grew up, I just learned to accept things by what they are without trying to change them , and enjoy them in between. If before, I think I’d never get involved with you in the first place, for knowing it would have an “expire date” on it. But I’m glad I didn’t make that decision, and just let it go and cross all the imaginary “lines” in my mind. I’m glad it turned out this way. Even with you leaving, I don’t regret anything, all that I lived with you was absolutely worth it.

Probably, by now, you already realized this is a love letter. I am opening my heart to you, poring my thoughts & feelings out, completely, because I had to. I don’t know if you feel this the same way, as intense as I feel it and felt it this last two months, in particular, but this was (is), for me, such an incredibly strong thing, that I just had to write it down for you.

I just truly, truly, love you. And in case you read this 20 years from now:

You’ll always have a special place in my heart! And I'm going to miss you like hell...

And thank you so much, for providing me with such a fulfilling experience and being always such a nice, charming, dedicated, person to me.

Truly yours,

Your Portuguese vixen

Claudia


Talvez seja fazer filmes na minha cabeça, ser exagerada, over the top, ou mesmo paixão arrebatadora, mas se ele me pedisse para ir viver para a Alemanha com ele, eu ía, hoje. Sim, é este o lindo estado de enfatuamento em que me encontro. Eu NUNCA me senti assim...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Um dia, vou ver neve. Hoje foi o dia.








Hoje o dia é mágico. Foi o dia em que acordei e vi um manto de neve imenso pela janela. O primeiro nevão da minha vida. Acordei com ele, bebemos um capuccino. Fomos lá para fora, fizemos guerra de bolas de neve, e anjos de neve. Ficamos aqui, a procastrinar, a fumar, a ver séries, a tocar guitarra - ele ensinou-me algumas coisinhas, já sei tocar duas canções! ahahah. muito mal, mas pronto :D Mais tarde vamos skypar com a Roos, e brincar na neve quando a Laila e o Mathias cegarem; e à noite, vamos a um clube de jazz & blues. O que poderia eu mais pedir para a minha vida ser perfeita?










Mas hoje, o dia é mágico, por outra razão: estou com o sentimento de closure. Sinto-me em paz com o fim próximo de tudo isto. Do primeiro semestre, da primeira parte do meu Erasmus. Sinto-me em paz com as despedidas. Aceitei, finalmente, que tudo tem um fim, incluíndo esta "wonderland" onde vivi nos últimos 5 meses e meio. Sinto-me preparada para que acabe em 4 dias e sinto-me, sobretudo, cheia de energia e força para enfrentar o próximo semestre. Sinto que ir a Lisboa, durante uma semana, vai ser útil para recarregar energias. E que sei que, quando voltar, tenho pessoas novas para conhecer, mundos novos por explorar, coisas novas para viver e aprender.

A neve, parecendo insignificante, tem um papel crucial neste meu momento de "closure". Porque era a única coisa que faltava para completar este semestre. Sim, este semestre eu vivi tudo e ainda mais do que queria viver. Vivi inúmeras coisas pela primeiríssima vez, experiências que vão ficar para uma vida inteira. Mas a neve, nunca mais aparecia. Eu nunca tinha visto neve na minha vida, e esta era a única coisa que faltava "riscar" da minha "lista", a qual eu não podia controlar. Hoje, aqui estava ela. Linda! Branca, fofinha... Lindo lindo! Apesar do frio, é lindíssimo mesmo! 

Ver todo este manto branco trouxe-me uma paz imensa. Revi fotografias dos últimos meses, tirei montes de fotografias para a posterioridade, gravámos vídeos com a guitarra dele. Senti uma nostalgia imensa, mas boa. Olhei para ele, e não senti angústia de pensar que tudo vai acabar na 3ª feira; senti, antes, um sentimento de gratidão por tê-lo conhecido, por as nossas vidas se terem cruzado desta forma e neste momento temporal crucial; grata por ter vivido tudo o que vivi com ele!...

Enfim, um sentimento de paz, de aceitação, de "closure", que me preencheu de uma forma indescritível. :) Hoje o dia é, definitivamente... mágico!

DIA FELIZ PARA TODO O MUNDO!!!!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Das despedidas II



Os dias do adeus chegaram. As pessoas que me eram mais queridas e chegadas, foram embora. De vez.

Fiquei contente quando o Marcel me pediu para ficar no meu quarto mais uma semana, a primeira semana de Fevereiro – porque o contrato de arrendamento dele acabou a 31 de Janeiro. Claro que nem preciso dizer o quão feliz fiquei por ele próprio ter tido a iniciativa. Eu já tinha tido a ideia dele ficar cá mais uns tempos… mas nem precisei falar nisso, eheheh. Sinceramente, por mim, bem que ele podia passar aqui o próximo semestre. Neste quarto e cama de estudante solteiro mínimos, na qual lá nos vamos arranjando para cabermos os dois. I don't care. Só quero estar com ele o tempo todo!... Quero aproveitar esta última semana ao máximo :D

Mas enfim. Todo o restante pessoal, foi-se. Nunca pensei que fosse tão difícil. Na realidade, nunca nos apercebemos do quão difícil é uma despedida, até ela estar lá. Nem nunca damos valor às pequenas coisas que vivemos juntos, até que sabemos que no dia seguinte, vai deixar de ser assim. A forma como 5 meses de momentos completamente inesquecíveis acabam ali, na estação de comboios, com um abraço apertado e lágrimas a caírem pela face, é uma de uma dor indescritível.

O contacto pode – e vai – ser mantido via skype, facebook, e as muitas outras tecnologias que temos disponíveis hoje em dia. E planos para nos irmos visitar uns aos outros nos nossos países. Mas não será mais o mesmo que acordar juntos, tomar pequeno-almoço/brunch juntos, wake and bake juntos, irmos ao centro juntos, irmos às compras juntos, jantarmos juntos, ficarmos juntos até ao último segundo do último minuto antes de ir dormir. Não será mais ir aos mesmos locais, fazer as mesmas coisas, mas sobretudo, viver as mesmas experiências, como foram os últimos meses. A habituação é tanta, a habituação de vivermos todos juntos 24/7, ou quase, de já nos conhecermos tão bem, sabermos das manias dos outros, das especificidades dos outros, ter private jokes e actividades próprias do grupo. É deixar de ser acordada todas as manhãs por ele, deixar de ser interrompida pela Roos quando aparece de surpresa no meu quarto e é sempre delightful, deixar de ter de apanhar apenas um elevador para estar com eles, para passar, outra vez, como foi no início, a acordar de manhã (ou de tarde), sozinha, e questionar-me: "and now what?". Ok, este momento ainda não chegou. Ainda tenho mais 7 dias em que não vai ser assim, em que ainda o tenho a ele, por perto, pelo menos, mesmo que seja difícil o facto da Roos ter ido embora. A Roos é, inquestionavelmente, a minha melhor amiga Erasmus. Uma das pessoas mais próximas, com quem passei mais tempo, quem conheci melhor. A pessoa que eu corria para abraçar sempre que Adele passava na rádio.

Enfim. Despedidas serão sempre despedidas. Esta é a minha primeira mini-depressão-pós-erasmus (agravada quando ele se for embora). Eu posso ficar no mesmo sítio, na mesma cidade maravilhosa, na mesma residência, na mesma universidade, no mesmo ambiente, nos mesmos locais que foram o background de tantas experiências únicas e maravilhosas. Mas de que me vale isso, se as pessoas que preencheram tudo isto, se as pessoas que foram os meus amigos e a minha família, que me acompanharam em todas estas experiências únicas e maravilhosas, já não estão cá?

Brrrr, só de pensar que vou ter de enfrentar todo o processo de novo: o processo de conhecer novas pessoas! De ter de voltar, durante uns tempos, às conversas superficiais da treta sempre necessárias ao processo inicial de conhecer alguém: o nome, a idade, de onde vem, onde já esteve, o que cá está a fazer. O processo de conhecer uma pessoa e perceber se somos compatíveis com ela, e se é com ela, com elas, ou com eles e elas, enfim, com estas pessoas, que queremos passar os próximos 5 meses, se são estas as pessoas que vão, de certa forma, “substituir” (mesmo que ninguém seja totalmente substituível, e que nunca, mas nunca, o Marcel, a Roos, a Lisa, o Mathias ou a Laila sejam substituídos por absolutamente mais ninguém) as pessoas que acabaram de partir, e que foram o nosso tudo. Quem vai ser, afinal, o meu próximo “tudo”? Será que vou encontrar pessoas tão fantásticas, maravilhosas, e únicas, como as que conheci no 1º semestre e que me preencheram de uma forma inacreditável, outra vez? Será possível? Na realidade, até me sinto um pouco como no ponto de partida de novo, como me sentia em Agosto do ano passado: com medo, sem saber o que me espera, e um mix de expectativas confuso.
 
Não gosto disto…

Ontem fomos levar a Roos à estação. Despedimo-nos numa coffeeshop. Assim que ela saiu, eu desatei a chorar. Que horror! Detesto chorar em público, acho ridículo, mas não consegui mesmo controlar-me! A Roos é inquestionavelmente a minha melhor amiga que fiz em Erasmus. Trocámos cartas, pensei em publicá-las, mas para além de não ter paciência para transcrever tudo para o PC, acho que é demasiado privado :D Tivemos um último mês inesquecível, vivemos coisas memoráveis, e tudo acabou ali. Foi horrível. Mas, por outro lado, hoje acordei a sentir-me grata por tê-la conhecido. Por ter vivido esta experiência com ela. É inesquecível... Ela é, definitivamente, uma amiga para a vida.

A nossa música Erasmus!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

NEVE!

Para eles, é ridículo que fiquemos tão contentes assim quando neva, mesmo que seja uma neve muito fraquinha. Foi a primeira vez que vi neve, na vida, e isso para mim chega, já foi um momento especial. :D Ainda é fraquinha, mas gostei da sensação: apesar de estarem temperaturas negativas, o frio é mais suportável com a neve; é fofinha, mal posso esperar para que seja a suficiente para guerras de bolas de neve com a Roos e o Marcel! :)




Já para não falar na sensação boa de acordar e ele a perguntar-me "não querias ver neve? acorda.". :)
" (...) oh god it’s wonderful
to get out of bed
and drink too much coffee
and smoke too many cigarettes
and love you so much
."

Frank O'hara

domingo, 29 de janeiro de 2012

Nada mais a acrescentar.

Alinhamento.

Às vezes, quando paro para pensar bem, surpreendo-me com a forma como as coisas acontecem; a sequência de eventos, o porquê de ter acontecido assim, como seria se tivesse acontecido de outra forma, a forma como as coisas se alinham no universo.

O facto de me ter inscrito, em primeiro lugar, para Paris, e de não ter podido ir no fim, o que me fez acabar em Amesterdão; o facto de ter ido ao museu fluorescente apenas depois de ter conhecido o Marcel, a Andreia, depois de termos partilhado as experiências mágicas que partilhámos, e não ter ido no início com a Roos, como estávamos a combinar há meses. Até mesmo o exemplo que o Marcel me deu, em como era suposto não ter vindo para Amesterdão de todo, porque teve alguns problemas com documentos à última da hora e só duas semanas antes marcou o voo! E a forma como as coisas se desenvolveram, desta forma e não de outra qualquer, como as coisas acabaram por ficar!

Realidades paralelas. Claro que, se fosse assim e não assado, as coisas teriam resultado diferentemente. Não quero com isto insinuar que a forma como as coisas resultaram é melhor do que como se tivessem resultado de outra forma. 

Mas não gosto de viver de “se’s” e estou grata – oh, como estou grata! – pelas coisas terem resultado como resultaram. Valeu a pena ter posto algumas coisas em “hold”, ou em “stans-by”. Não as teria aproveitado de forma melhor, se tivessem acontecido noutro contexto, espacial e temporal!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Das despedidas I

As despedidas seguem-se umas às outras. Dizer um "see you later" é sempre uma forma de escapar delas. É saber que, provavelmente, não vamos voltar a ver a pessoa no dia seguinte, e mesmo assim, evitar aquele abraço que nos vai fazer chorar. As despedidas, as fotos, as recordações, os textos, as cartas. Cada palavra, cada café, cada jantar, sabermos ser um dos últimos. Cada vez que relembramos os momentos únicos que experienciámos juntos, nos últimos 5 meses. A realização de que aquelas 3 ou 4 pessoas são, indubitavelmente, as que mais marcaram o nosso período Erasmus. Duas despedidas em 2 dias, e daqui para a frente, não vai ser melhor. Sim, estes últimos momentos são, acredito, os piores do Erasmus: é ver as pessoas com quem criámos laços tão fortes, partirem. Sem sabermos quando nos vamos voltar a ver de novo. Todos os dias. São lágrimas que se acumulam. É de uma angústia... indescritível.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Eles são-me tudo e esta é, infelizmente, a última semana.

Aniversário da Roos. Aniversário do Mathias. Volta do Kangkai por alguns dias. Festa! Centro de Amesterdão. Museus. Museu Fluoscente / Electric Lady Land. Museu das malas. Nemo. The Narrowest Building in the world (Singel 7, Amsterdam). Girls Night Out. Saídas. Brunch's. Jantares. Chocolade-fondue. Compras. Cinema. Recordações de Erasmus. Novas coffeeshops. Novos sítios. Amesterdão nunca pára de me surpreender. Esta é a última semana que a maioria deles está cá. O que eu não dava agora para tê-los por perto por, pelo menos, mais um semestre.